Virtualização de serviços

Virtualização de serviços: primeiros passos para analistas de tecnologia.

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Todo tipo de produto ou serviço conta com uma etapa essencial: os testes. Em dado momento é preciso submeter o que foi criado a uma análise e checar se está tudo funcionando conforme planejado.

O modo convencional exigia, contudo, que a solução fosse desenvolvida por completo, para que, ao final, fosse submetida à análise. Em caso de falhas o projeto deveria ser refatorado para correção dos erros e submetido novamente a testes.

Isso acontece até hoje, inclusive na área de tecnologia da informação. Mas, e se fosse possível simular um ambiente de testes com todas as variáveis reais ainda durante o desenvolvimento do produto, de maneira facilitada? Certamente isso pouparia tempo e minimizaria diversos gastos.

A boa notícia é que esta possibilidade existe e está disponível através do conceito de virtualização de serviços. Continue a leitura deste conteúdo para entender um pouco mais sobre este tipo de virtualização, destinada a projetos de média e alta complexidade.

Como funciona a virtualização de serviços?

Em outro post já abordamos alguns conceitos e terminologias relacionados à virtualização, bem como as vantagens e os principais tipos existentes. Agora vamos adentrar em outra vertente, voltada principalmente para profissionais que necessitam simular comportamentos específicos de um software em ambiente de desenvolvimento. Esses comportamentos podem ser o resultado de interações com mainframes, bancos de dados, servidores em nuvem, dispositivos móveis, gateways de pagamento, ESPs, CRMs, ERPs e assim por diante.

Com a virtualização de serviços, portanto, é possível agilizar o processo desenvolvimento de softwares, pois permite que partes sejam testadas independentemente, mesmo antes de finalizado o projeto, dando a oportunidade de identificar falhas mais rapidamente. E como o objetivo é acelerar o desenvolvimento e avaliar funções e interações específicas, não há necessidade de virtualizar nenhuma API ou serviço que não seja estritamente necessária em seu ambiente de teste.

Imagine, portanto, que sua equipe está desenvolvendo uma aplicação que necessita de um gateway de pagamento. Em um ambiente de testes real, toda vez que fosse necessário observar o funcionamento dessa funcionalidade, seria necessário executar um pagamento real. Ao utilizar a virtualização de serviços é possível simular esta interação, dentro de um ambiente virtual. Dessa forma o analista de tecnologia consegue identificar o comportamento da aplicação sem ficar preso à solução de um terceiro ou a finalização do projeto.

A virtualização de serviços é para minha empresa?

Cada vez mais as empresas estão usando a virtualização de serviços para melhorar a produtividade, diminuir os custos de teste e implantar softwares de alta qualidade em um curto período de tempo.

Enquanto algumas empresas ainda possuem um desenvolvimento linear e ficam dependentes de soluções de terceiros, aquelas que apostam na virtualização de serviços conseguem obter vantagem competitiva, pois são capazes de emular grandes aplicações de software, serviços de terceiros e até mesmo sistemas completos de back-end. Estes ativos virtuais, inclusive, podem ser compartilhados e usados de forma confiável por toda a equipe, removendo gargalos que poderiam atrasar a produção e o tempo de comercialização de um aplicativo em teste (AUT), por exemplo.

Ao virtualizar o comportamento de um CRM, ERP ou gateway de pagamento em sua arquitetura de sistema, por exemplo, através de dados simulados e respostas de software, seus esforços de desenvolvimento poderão prosseguir livremente e você poderá realizar testes quantas vezes desejar. Em um mundo corporativo cada vez mais dinâmico se torna essencial que as respostas sejam cada vez mais rápidas e assertivas, por esse motivo a virtualização de serviços pode ser estratégica para o seu negócio.

Qual software escolher?

No momento de escolher qual software auxiliará na implantação destes recursos, o analista deve pensar primeiramente nas necessidades do seu negócio. A partir daí é possível optar entre soluções comerciais ou open source.

As ferramentas open source tem um custo inicial baixo, ou nulo, porém podem não ter todas as opções e configurações necessárias para o seu tipo de problema. As ferramentas comerciais podem vir acompanhadas de um suporte técnico, que pode ser essencial para manter a dinamicidade das operações.

Caso o gestor não tenha certeza sobre o melhor caminho a seguir, é sempre recomendável buscar o suporte de empresas que prestem serviços especializados de virtualização. Assim é possível implementar os processos e ferramentas adequadas para suprir necessidades específicas, dos mais variados tipos de negócios.

Vá além!

Talvez você ainda possua dúvidas sobre a viabilidade de investimento neste tipo de virtualização em seu negócio. No entanto, se você consegue identificar que este tipo de solução pode realmente representar maior dinamicidade em suas operações, siga adiante e busque aprofundar-se no assunto.

Como citado anteriormente, existem soluções gratuitas e pagas que podem ser utilizadas. Provedores de virtualização de serviços comerciais também surgem com ofertas interessantes.

Agora que você já deu os primeiros passos, conhece como funcionam as ferramentas de virtualização de serviços e sabe como elas podem se tornar um diferencial para o seu negócio, é chegada a hora de ir além: teste algumas aplicações open source, converse com sua equipe de TI, busque suporte de profissionais especializados e analise a implementação de soluções robustas.

Willian Pandini
willian.pandini@ostec.com.br
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