Virtualização: conceitos e terminologias

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Na medida em que o tempo passa, as tecnologias evoluem e o mercado se torna mais competitivo. Por isso empresas passam a buscar soluções cada vez mais dinâmicas e baratas para a resolução de problemas. Na área de TI não é diferente. A virtualização surgiu justamente deste movimento de empresas e profissionais pelo melhor aproveitamento de seus recursos de hardware e software, que muitas vezes eram subutilizados, gerando desperdícios para a empresa em vários aspectos, incluindo aderência aos princípios de “TI verde”. A virtualização também veio para facilitar o dia a dia de profissionais e trazer flexibilidade para realização de simulações e testes dos mais variados tipos.

Caso você queira entender conceitos básicos sobre virtualização, continue a leitura deste conteúdo, que traz conceito, benefícios e os principais tipos de virtualização que podem ser aplicados por pessoas e profissionais de tecnologia no seu dia a dia.

O que é a virtualização

Em meados da década de 90, as organizações começaram a entender que nem todos os hardwares físicos utilizados tinham seu potencial explorado plenamente. Algumas aplicações, por exemplo, só poderiam ser utilizadas em determinado tipo de hardware ou sistema operacional, fazendo com que a empresa investisse em estruturas de servidores específicas para atender cada demanda.

Dessa forma, a virtualização surgiu como solução de alguns problemas: as empresas poderiam particionar um determinado hardware para executar duas ou mais aplicações ou sistemas operacionais diferentes e, assim, conseguiriam maior eficiência através da redução de custos associados à aquisição de equipamentos e toda a infraestrutura necessária para a manutenção dos datacenters.

Em uma linguagem mais simples: Se sua empresa possui um software de gestão de folha de pagamento que necessita do sistema operacional Windows 7 e um outro software de gestão de estoque que necessita de uma distribuição de sistema operacional Linux. Sem uma solução de virtualização seria necessário o uso de dois servidores, um para cada SO. Usando um ambiente virtualizado seria possível instalar os dois sistemas operacionais Linux e Windows no mesmo hardware, juntamente com as respectivas aplicações. A virtualização surge, então, com o intuito de simular um hardware, por meio de software.

Benefícios da virtualização

Como citado, a virtualização possibilita melhor uso dos recursos físicos, isso gera aumento na agilidade e permite a flexibilização e o dimensionamento da TI. Dessa forma é possível reduzir despesas operacionais, bem como manutenção e aquisição de hardwares físicos.

A virtualização permite o particionamento dos hardwares, possibilitando a execução de diversos sistemas operacionais em uma máquina física e a divisão de recursos do sistema entre máquinas virtuais (Virtual Machines ou VMs). Fornece também o isolamento de falhas e segurança em nível de hardware, preservando seu desempenho através de controles avançados dos recursos. Permite também a gravação em arquivos do estado integral da VM, garantindo facilidade para movê-las e copiá-las, inclusive para qualquer outro servidor físico.

Utilizando menos dispositivos, o gerenciamento de data centers se torna muito mais prático e simples, podendo ser todo definido por software. Com isso, fica mais fácil também manter a segurança dos dados e a prevenção de desastres, já que as informações podem ser facilmente transportadas de uma aplicação para outra. Desse jeito, a própria organização tem a possibilidade de crescer de forma sustentável, conquistando mais produtividade e eficiência, não apenas na capacidade de resposta da TI, mas em todas as áreas.

Outro ponto bastante evidenciado no processo de virtualização de serviços é o alinhamento com conceitos associados a “TI Verde” que é uma tendência mundial voltada para a redução do impacto dos recursos tecnológicos no meio ambiente. Um dos principais benefícios associados a virtualização é a redução da estrutura tecnológica, refletindo em menos consumo de energia, gerando também menor volume de rejeitos tecnológicos, destinados a reciclagem.

Os principais tipos de virtualização

Virtualização de Sistemas Operacionais

A virtualização pode ser utilizada de diversas maneiras e para variados fins. Uma das formas mais conhecidas é a virtualização de sistemas operacionais, que é feita diretamente no Kernel, o gerenciador de tarefas central dos sistemas operacionais.

Está é uma ótima solução para executar paralelamente ambientes baseados em Linux e Windows, por exemplo, possibilitando redução dos custos de hardware, diminuindo o tempo gasto com atualizações de softwares em várias máquinas e aumentando significativamente a segurança, visto que as instâncias virtuais podem ser monitoradas e isoladas.

Virtualização de Desktops

Outra opção é a virtualização de desktops, que permite que um administrador central (ou ferramenta de administração automatizada) implemente ambientes de desktop simulados em centenas de máquinas físicas de uma única vez. Dessa maneira, ao invés de ser necessária a instalação, configuração e atualização dos desktops em cada máquina, a virtualização permite a replicação em massa, com o processo sendo realizado apenas uma vez.

Virtualização de Rede

A virtualização de funções de rede (NFV) permite uma reprodução completa de uma rede física dentro de um software, com os mesmos serviços e dispositivos lógicos encontrados em um sistema de rede tradicional: portas lógicas, switches, roteadores, firewalls, balanceadores de carga, VPNs e outros.

Isso possibilita a redução do número de componentes físicos, como switches, roteadores, servidores, cabos e hubs, que seriam necessários para criar várias redes independentes. Assim, o gestor de TI consegue os mesmos recursos e garantias de uma rede física, porém com todos os benefícios operacionais e a independência de hardware da virtualização.

Virtualização de Servidores

Este é o tipo mais comum e implementado pelos analistas de tecnologias, pois garante uma utilização melhor de um servidor físico. Visto que a maioria deles opera com menos de 15% de sua capacidade, a virtualização permite a implantação de uma tecnologia baseada em um software que possibilita a execução de vários sistemas operacionais diferentes em um único host.

São instaladas, portanto, diversas máquinas virtuais dentro do servidor, que vão utilizar uma fração dessa capacidade de processamento para executar aplicações específicas, podendo ter finalidades diferentes.

Ao invés de ter um servidor web, um de e-mail e um para aplicativos legados internos, utilizando servidores físicos separados e consumindo 20% de cada hardware, com a virtualização é possível colocar os três tipos uma única máquina, aproveitando melhor sua capacidade de processamento.

O futuro desta tecnologia

A virtualização já vem sendo amplamente utilizada por empresas de todos os tamanhos e setores em todo o mundo. Além disso, começam a se popularizar outras formas de virtualização, além destas citadas, baseadas em hardware. Virtualização de aplicativos e apresentações são exemplos que vem ganhando força, principalmente com as facilidades promovidas pela computação em nuvem.

Continue lendo nossos conteúdos e em caso de dúvidas, sobre virtualização fique a vontade para fazer contato com um de nossos especialistas.

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