Aprendizado e descoberta 4min de Leitura - 13 de maio de 2022

O que é Resiliência Cibernética?

Resiliência cibernética

This post is also available in: Português

É comum ouvir falar de empresas que sofreram ataques cibernéticos e ficaram horas – ou dias – sem conseguir operar normalmente. Contudo, em empresas com Resiliência Cibernética isso praticamente não acontece.

Afinal, Resiliência Cibernética trata da capacidade de se preparar, responder e se recuperar de ataques cibernéticos e violações de dados sem qualquer interrupção nas rotinas da empresa. Ou seja, mesmo durante uma invasão, é possível continuar trabalhando normalmente – como se nada estivesse acontecendo.

Dessa maneira, uma empresa é resiliente do ponto de vista cibernético quando pode – ao mesmo tempo – se defender contra ameaças digitais, ter um gerenciamento adequado de riscos virtuais e consegue garantir a continuidade dos negócios durante e após incidentes cibernéticos.

Nesse contexto, pode-se incluir a capacidade de restaurar mecanismos regulares, bem como a condições de alterar ou modificar sistemas continuamente conforme necessário – mesmo após a falha de métodos regulares, como durante uma crise ou após uma violação de segurança.

Mas por que a resiliência cibernética ganhou tanta importância recentemente? O grande motivo é a evolução dos ataques. As medidas de segurança tradicionais não são mais suficientes para garantir a proteção adequada das informações, dos dados e da rede. Na verdade, muitas equipes de segurança de TI agora supõem que os invasores acabarão – cedo ou tarde – obtendo acesso não autorizado à sua empresa. É uma questão de “quando”, e não mais de “se”. E esse “quando” pode ser daqui a vinte minutos. Por isso, é cada vez mais importante responder e se recuperar de violações de segurança – tanto quanto evitá-las.

Os quatro elementos da resiliência cibernética

  • Gerenciar e proteger:

é poder identificar, avaliar e gerenciar riscos cibernéticos associados à rede e aos sistemas de informação, incluindo os fornecedores e terceirizados.

  • Identificar e detectar:

Isso envolve o uso de monitoramento contínuo de segurança – e gerenciamento de superfície de ataque – para detectar anomalias e possíveis violações de dados e vazamentos de dados antes de qualquer dano significativo.

  • Responder e recuperar:

Entra em cena a implementação de um planejamento adequado de resposta a incidentes para garantir a continuidade dos negócios, mesmo se for vítima de um ataque cibernético.

  • Governar e garantir:

trata-se de assegurar que o programa de resiliência cibernética seja supervisionado pelos gestores e realizado no dia a dia pelos colaboradores.

Como funciona

Em primeiro lugar, a resiliência cibernética deve ser compreendida como uma medida preventiva para combater erros humanos, vulnerabilidades em softwares, hardwares e configurações incorretas. Portanto, a ideia é proteger a empresa como um todo, entendendo que provavelmente haverá partes inseguras, por mais robustos que sejam os controles de segurança.

Conheça agora os componentes que fazem parte de uma estratégia de resiliência cibernética eficaz:

  • Proteção contra ameaças:

os cibercriminosos avançam além dos controles de segurança. O que antes eram proteções de última geração agora são o mínimo necessário para defender uma empresa dos ataques mais básicos. Assim, um pacote de software de gerenciamento de risco e gerenciamento de superfície de ataque de terceiros é uma das melhores opções para elevar a resiliência cibernética. Juntos, podem minimizar os riscos causados por configuração incorreta, vazamentos e violações de dados. Também ajudarão a entender onde está o maior risco por meio de classificações de segurança sempre atualizadas.

  • Recuperação:

Após um incidente de segurança, a empresa precisa retornar às operações normais instantaneamente. Isso geralmente significa que há um sistema de redundâncias de infraestrutura e backups de dados em diferentes regiões, caso um desastre natural ou ataques cibernéticos afetem a estrutura da empresa. Também é recomendável fazer exercícios e testes para garantir que os envolvidos saibam exatamente qual é sua função no caso de um ataque cibernético.

  • Adaptabilidade:

Embora o planejamento seja importante, a adaptabilidade é primordial. Afinal, a empresa precisa evoluir e se adaptar às novas táticas criadas pelos criminosos virtuais. Recomenda-se então investir em monitoramento contínuo de ameaças, para que a equipe possa reconhecer problemas em tempo real e agir rapidamente.

  • Durabilidade:

é a capacidade de operar efetivamente após uma violação de segurança. Com melhorias no sistema, gerenciamento de configuração, gerenciamento de vulnerabilidades e de superfície de ataque, a resiliência cibernética da empresa melhorará.

Benefícios da resiliência cibernética

As estratégias de resiliência cibernética oferecem uma série de benefícios para antes, durante e após os ataques cibernéticos. O primeiro deles é a segurança, pois ajuda não apenas a responder e sobreviver a um ataque – como também pode auxiliar a empresa a desenvolver estratégias para melhorar a governança de TI, aumentar a segurança em ativos críticos, melhorar os esforços de proteção de dados, evitar os impactos de desastres naturais e reduzir o erro humano.

A redução de perdas financeiras é outro benefício. Não importa o quão boa seja a segurança, pois ninguém está completamente imune a ataques cibernéticos ou configurações incorretas. Alguns dados mostram que o custo médio de uma violação de dados já chegou na casa dos US$ 3,92 milhões, o suficiente para acabar com a existência de muitas empresas.

Nesse contexto, há vantagens também na criação de uma cultura de trabalho e processos internos mais seguros. A resiliência cibernética é um trabalho de equipe. Cada funcionário tem um papel a desempenhar na proteção dos dados confidenciais e na garantia de uma resposta adequada a incidentes. Quando as pessoas são capacitadas a levar a segurança a sério, os dados confidenciais e os ativos físicos correm muito menos riscos.

Isso leva a outro benefício: a proteção da reputação. Afinal, a baixa resiliência cibernética pode prejudicar a imagem da empresa no mercado. É algo impulsionado por governos que estabelecem leis gerais de proteção de dados, como a LGPD no Brasil e a GDPR na União Europeia. Todas são projetadas para proteger as informações de identificação pessoal de seus cidadãos, e quem não segui-las pode precisar lidar com o custo incalculável de ver seu nome manchado no mercado.

Assim, a resiliência cibernética melhora também a confiança por parte de clientes e fornecedores. É uma esfera na qual recentemente foi colocada muita ênfase no gerenciamento de risco do fornecedor e nas estruturas de gerenciamento de risco de terceiros.

No entanto, a confiança é uma via de mão dupla. É essencial que a empresa tenha estratégias de resiliência cibernética antes de solicitar que seus fornecedores façam o mesmo. Se a organização tiver uma resiliência cibernética ineficaz, isso poderá atingir não apenas os clientes, mas também os fornecedores – inclusive aqueles que são mais essenciais à continuidade das operações.

Há ainda benefícios para as operações diárias do departamento de TI. Uma empresa com uma equipe de TI prática não apenas melhora a capacidade de responder a ameaças, mas também ajuda a garantir que as tarefas do dia a dia funcionem sem problemas. Basta calcular quanto custa – mesmo sem muita precisão – um funcionário parado para entender as vantagens da resiliência cibernética para o seu negócio.

This post is also available in: Português