Proxy web: Como economizar banda?

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Embora não seja a principal função de um proxy web, muitas implementações além de permitir controles e conformidade com políticas de acesso, também podem auxiliar de maneira considerável em economia de banda para empresas.

O termo economia de banda, aplicado neste artigo, não está relacionado a criar mecanismos que impeçam usuários de utilizar recursos como streaming, rádio online, redes sociais, ferramentas de backup em cloud e etc. Pelo contrário, o conceito apresentado focará na economia de recurso, sem que seja necessário aplicar mudanças na política de acesso à internet.

Mas como isso é possível? Utilizando técnicas de caching integradas ao serviço de proxy é possível garantir que determinados objetos, requisitados em sites, sejam copiados para o proxy, desta forma, se outros usuários, da mesma rede, acessarem o mesmo site, não haverá necessidade de proceder com uma nova requisição à internet, uma vez que o dado estará armazenado no proxy.

Para pequenas empresas o caching pode oferecer uma experiência de navegação mais rápida para o usuário, isso é bom, mas tem pouco impacto financeiro para um negócio. Para médias e grandes empresas o caching representa mais do que velocidade para os usuários, mas traz economias financeiras ao permitir que um link de menor velocidade atenda um número maior de funcionários.

Neste artigo iremos tratar a respeito de como economizar banda utilizando o recurso de caching presente em diversas soluções de proxy web disponíveis no mercado.

O que é caching

Uma vez que o proxy é um ativo responsável por intermediar todo o tráfego entre duas partes (geralmente usuário e um serviço/site na internet), automaticamente torna-se possível acessar conteúdo tanto da requisição quanto da resposta.

Esse posicionamento é fundamental para entender como é o funcionamento, de maneira geral, de uma estrutura de caching. Os objetos requisitados pelos navegadores, através das instruções contidas no código das páginas, quando passam pelo proxy, podem ser armazenados localmente (gravados no disco ou outro dispositivo de armazenamento), permitindo que demais requisições ao invés de ir até a internet, sejam descarregadas localmente, gerando velocidade de acesso muito superior.

Imagine uma empresa que possui aproximadamente 200 funcionários, acessando diariamente a internet através de seus computadores. É comum que sites de notícias ou outros conteúdos sejam consumidos de forma igual por vários usuários ao longo do dia.

Sem uma estrutura de caching todas as requisições realizadas por estes usuários passam pelo proxy, sendo direcionadas à internet. Com caching, boa parte das requisições continuam sendo enviadas para a internet, porem há considerável economia de banda, uma vez que certos tipos de objetos são gravados localmente, otimizando o acesso.

Se cada usuário consumir em torno de 20Mb diário de internet, temos um total de aproximadamente 4Gb. Se 30% deste tráfego forem para sites comuns a eles e para isso tiver o caching de 2Mb por usuário, ao final do dia o caching trará uma economia de uso da internet de 400Mb, aproximadamente.

Isso é somente um exemplo de como o caching pode verdadeiramente auxiliar a economia de banda em uma empresa. A taxa de economia pode variar muito de acordo com o perfil de acesso da empresa, e também do tipo de solução utilizada.

Soluções de caching

Existem diversas aplicações de caching e níveis de especialização. Em ambientes corporativos é natural trabalhar com caching de determinados objetos, e isso é suficiente. No entanto, para grandes provedores, realizar caching de streaming pode ser muito interessante para oferecer melhores tempos de resposta para seus assinantes, além de economias em larga escala de banda.

Portanto, é importante identificar e caracterizar muito bem a necessidade de economia de banda para criar um alinhamento correto da expectativa de solução. Para a maioria dos casos de empresas, dos mais variados portes, combinar o recurso de proxy web com caching é bastante satisfatório.

O caching fica armazenado em discos magnéticos de baixa ou alta velocidade, dependendo da criticidade do ambiente. Além disso, é comum manter objetos mais solicitados em um espaço de memória, para que se evite operações de leitura e gravação nos discos, que acabam sendo muito mais lentas do que descarregar o objeto da memória.

Existem diversos algoritmos para distribuir o armazenamento, selecionar objetos que devem ser armazenados, como fazer a atualização, bem como a política de substituição, tendo em vista que o espaço destinado para caching não precisa ser necessariamente dedicado, e sempre terá espaço finito.

Está pronto para buscar ou maximizar sua solução de caching? Conte-nos sobre suas experiências.

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Cassio Brodbeck
conteudo@ostec.com.br
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