Portal cativo, o que é e por quê utilizá-lo?

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Nas últimas décadas tivemos a oportunidade de acompanhar a constante evolução da internet, desde a antiga conexão discada até a chegada da banda larga, transmitida através de dispositivos cada vez menores e com preços muito mais atraentes. O acesso facilitado à internet impulsionou o aprimoramento das tecnologias para sua transmissão e conexão, contribuindo também para a disseminação da internet sem fio em meio residencial, público e corporativo.

No cenário atual, torna-se cada vez ,mais comum ambientes públicos e privados disponibilizarem, gratuitamente, acesso à internet aos usuários, trazendo comodidade, e aproximando empresas de pessoas, para os mais variados fins. No entanto, disponibilizar acesso à internet, deve seguir formalizações, incluindo as diretrizes estabelecidas na Lei 12.965, conhecida como Marco Civil da Internet. A disponibilização de acesso livre à internet em ambientes públicos e privados, deve seguir uma serie de orientações de segurança, visando minimizar seu uso por pessoas mal-intencionadas, em atividades ilícitas.

Neste post, entenda como a aplicação de um portal cativo pode ajudá-lo a manter sua empresa alinhada as exigências legais, e boas práticas de segurança, no que tange disponibilização de acesso à internet a usuários através de hotspots. Acompanhe!

O portal cativo e sua importância

O portal cativo é uma aplicação responsável por controlar e gerenciar o ingresso de usuários em redes públicas e privadas de forma automatizada. Portais cativos são comumente utilizados em redes com acesso aberto, disponibilizadas em lojas, shoppings, clínicas, aeroportos, supermercados, e também em redes corporativas, para gerenciamento do acesso de visitantes. Basicamente, o portal cativo permite que os administradores forneçam acesso à internet mediante repasse de informações, que possibilitem identificação do usuário, tais como nome, e-mail, CPF, ou então através de autenticação por vouchers.

Modelo de funcionamento portal cativo

O portal cativo funciona sem a necessidade de intervenção do usuário no momento da conexão com a rede wireless (e isso pode também ser usado em redes cabeadas), uma vez que o usuário conecta, ou tenta realizar seu primeiro acesso em um site, é feito redirecionamento automático para uma página de validação de conexão, que geralmente visa autenticar/identificar o usuário.

Uma vez que a identificação é realizada com sucesso, o usuário então é redirecionado automaticamente (na maioria dos casos) para o site que havia previamente digitado. Em boa parte das soluções, há um monitoramento de atividade do usuário, para que a sessão seja devidamente expirada, seja por inatividade, ou por exceder o tempo configurado.

Há muitas possibilidades de implantação, mas o funcionamento base consiste em redirecionar o primeiro tráfego, após o ingresso na rede wireless, para uma página de identificação com o intuito de coletar o mínimo de informação daquele usuário que busca utilizar o serviço.

Exemplos de aplicação portal cativo

Em ambientes privados, o portal cativo pode ser utilizado para gerenciar o ingresso de visitantes/colaboradores na rede corporativa. Vale ressaltar que a utilização do portal cativo deve estar associada a outros recursos de segurança, garantindo controle sobre a navegação dos usuários (definição do que pode ser acessado), limitação de banda, isolamento físico/lógico da rede e demais recursos para evitar comprometimento das operações da empresa.

Outra aplicação bastante comum do portal cativo está associada a gestão de acesso Wi-Fi em eventos. Praticamente todos os eventos, independente do seu porte, possuem estrutura de internet disponível aos participantes, sendo imprescindível garantir a segurança e disponibilidade deste recurso, uma vez que o mesmo, em alguns casos, está diretamente associado ao sucesso do evento.

Ambientes públicos como hotéis, hospitais, clínicas, shoppings, também costumam disponibilizar acesso à internet aos seus clientes, contudo, na maioria dos casos, estes acessos não são controlados, facilitando a ação de usuários mal-intencionados. Além disso, mediante a ocorrência de algum incidente de segurança, a falta de registro pode dificultar a detecção dos responsáveis pela ação.

Nos últimos anos, o acesso à internet deixou de ser um recurso exclusivo de computadores. A popularização de smartphones, tablets e outros dispositivos, que possuem conexão Wi-Fi, projetaram exponencialmente os acessos em redes públicas e privadas. Esta realidade demanda o desenvolvimento de controles cada vez mais aprimorados sobre a navegação destes usuários, garantindo a segurança e o funcionamento adequado do serviço.

Para empresas que buscam conformidade para disponibilização de acesso Wi-Fi para usuários ou clientes, sugerimos a leitura do artigo Hotspots e os desafios de conformidade com o Marco Civil, bem como aconselhamento de assessoria jurídica especializada para criar a conformidade necessária com a Lei 12.965, respeitando os princípios do negócio e de seus usuários.

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Cassio Brodbeck
conteudo@ostec.com.br
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