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Previsão de crescimento para o mercado de TI brasileiro em 2021

Homem de terno e gravata tocando um cadeado vetorizado com o indicador.

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Pesquisa mostra que o mercado brasileiro de TI crescerá em 2021 – com a segurança digital entre as principais áreas de investimento.

Como praticamente todos os ramos de negócio, o mercado de tecnologia da informação sofreu um baque com a pandemia. Vieram dúzias de incertezas e projeções negativas, que aos poucos foram dando lugar a visões mais positivas. É o que se projeta para o ano que vem no setor no Brasil.

De acordo com um novo estudo da empresa de análises IDC, as companhias de tecnologia daqui caminham para a recuperação em 2021. Nesse contexto, os ramos de computação em nuvem, análise e segurança são as três principais áreas de investimento.

O relatório teve dados coletados em junho passado, e houve atualizações em setembro – mostrando uma perspectiva mais otimista. Em junho, 48% das empresas brasileiras entrevistadas disseram que mergulharam na crise, número que caiu para 14% três meses depois.

Quando se trata de orçamentos de TI, 42% das empresas pesquisadas afirmaram que seus gastos para o próximo ano serão maiores do que o previsto antes da COVID-19, enquanto 22% seguirão suas previsões e 36% disseram que os orçamentos devem diminuir no próximo ano.

O sobe e desce

De acordo com o estudo do IDC, os investimentos em TI no Brasil antes da pandemia vinham apresentando um crescimento de 6%. Hoje, porém, esse percentual é 2,8%. Apesar da queda, há o que comemorar: o fato de ainda haver crescimento mostra que as empresas continuarão investindo em TI – apesar dos pesares.

Para 2021, as previsões de crescimento do IDC antes do Coronavírus passavam dos 9%, mas foram reajustadas para 6,8%. Mas há dados mais impactantes. Em Infraestrutura como Serviço (IaaS), por exemplo, as projeções pré-COVID-19 indicavam um crescimento de 38,8% nos gastos. Agora, trabalham com o percentual de 26,9%.

As empresas ainda vão investir em serviços gerenciados e de suporte no Brasil, mesmo que em um ritmo um pouco mais lento. Todavia, o mesmo não deve acontecer no segmento de servidores e armazenamento. De acordo com o IDC, esse nicho já vinha encolhendo antes mesmo da pandemia – e obviamente não melhorou.

Por outro lado, setores como Cloud Computing têm apresentado alta no Brasil. Pesquisas separadas realizadas pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), braço de pesquisa do Centro Brasileiro de Informações em Redes (NIC.br), mostram uma evolução na comparação com a última edição da pesquisa, em 2017, e os números de 2019.

De acordo com a pesquisa, o armazenamento baseado em nuvem cresceu de 25% para 38%. Os softwares empresariais na nuvem aumentaram de 20% para 27% em dois anos. O mesmo ocorreu com o uso da capacidade de processamento da nuvem, que passou de 16% para 23% no mesmo período.

De uma maneira geral, os números são positivos. Projeções do PIB nacional como um todo, por exemplo, apontam para quedas que passam dos 4% em 2020, colocando um crescimento de 2,5% para o ano que vem. Nesse contexto, não é exagero dizer que o mercado de TI tem mais a celebrar do que lamentar – e que deve focar nos dados positivos para superar expectativas.

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