Alta disponibilidade, entenda como e quando utilizar

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Grande parte das organizações trata a informação como o ativo mais valioso para o negócio, justificando investimentos cada vez mais agressivos em tecnologias para garantir sua segurança e disponibilidade. Os desafios neste sentido são inúmeros, envolvendo uma gama elevada de fatores lógicos, e recursos físicos, para que sejam atingidos níveis satisfatório de disponibilidade da informação nas organizações.

Para confirmar o exposto, vale resgatar os três pilares básicos de Segurança da Informação (SI) que são confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação. Neste post, descreveremos pontos essenciais relacionados a manutenção da disponibilidade, como item fundamental da estratégia de segurança, em meio corporativo.

Alta disponibilidade e redundância.

O conceito de alta disponibilidade está associado ao funcionamento ininterrupto dos ativos tecnológicos utilizados no dia a dia da organização. No meio corporativo o termo utilizado é high available (HA). Boa parte das empresas não aplica conceitos de alta disponibilidade no seu dia a dia, contudo, a informatização dos processos faz com que HA passe a ser realidade em um número cada vez maior de empresas, inclusive de menor porte. Em contrapartida organizações que lidam com processos críticos de negócio, devem tratar a alta disponibilidade como fator crítico de sucesso, buscando mantê-la e monitorá-la com frequência.

O conceito de redundância é sinérgico ao termo alta disponibilidade e refere-se a capacidade de contornar falhas, através da aplicação de ativos redundantes na estrutura da empresa. Os ativos redundantes tem a função de assumir a função dos ativos primários em caso de indisponibilidade. Um ecossistema de tecnologia possui diversos ativos, como roteadores, switchs, firewalls, servidores, entre outros, e estes devem ser avaliados no momento da implementação de uma estrutura redundante.

As dificuldades para a implementação

Ambientes altamente disponíveis, demandam investimentos substâncias para sua estruturação. Sem dúvida, ter um ambiente com conceitos de alta disponibilidade e redundância requer não apenas processos internos bem organizados, mas também investimentos para duplicar boa parte da estrutura física/lógica da organização, desde firewalls, circuitos de internet, switches, servidores, storages entre outros. Embora exijam altos investimentos, HA é essencial para determinados tipos de negócios.

Muitas empresas viabilizam investimentos em ambientes HA com base na economia gerada pela possível indisponibilidade dos serviços oferecidos a colaboradores internos e clientes. Os custos envolvidos na indisponibilidade da operação partem de dentro para fora, incluindo funcionários parados, clientes sem acesso a serviços, perda de credibilidade e processos judiciais. Por isso, é importante que os gestores verifiquem quanto tempo de downtime, período em que a operação da empresa ficará indisponível, a empresa pode suportar e analisem detalhadamente o custo gerado pela indisponibilidade vs os investimentos para ter um ambiente HA. O trará visibilidade para avaliar investimentos em estruturas, adequadamente disponíveis, de acordo com a realidade de cada negócio.

A importância da disponibilidade das informações

Hoje em dia as empresas estão cada vez mais dependentes das informações, criando elevada dependência em relação aos ativos tecnológicos que sustentam a operação. Qualquer falha ou indisponibilidade nestes componentes podem gerar prejuízos incalculáveis para os negócios. Por isso, é importante que os gestores elaborem estratégias para minimizar o impacto causado por falhas tecnológicas, criando ambientes adequados para a realidade de sua empresa, reduzindo ao máximo os impactos gerados pela indisponibilidade de serviços críticos para o negócio.

E você, sabe quanto tempo de downtime sua empresa suporta? Como está sua estratégia de alta disponibilidade de TI? Conte suas opiniões, dúvidas e experiências para a gente nos comentários!

Willian Pandini
willian.pandini@ostec.com.br